Pra que usar palavras,
quando o olhar e a química
presentes no ar,
nos faz cúmplices nesse
sentimento obscuro,
mas nem por isso menos sincero
ou menos bonito.
O amor nasce de pequenos gestos,
da simples presença que irradia
uma vontade infinita de te amar.
(LR)
Uma pessoa apaixonada pelas letras, versos e recortes da vida. Assim, unindo palavras e imagens, deixar-me-ei levar pelas emoções ilustradas ou não. Claro que também utilizarei palavras de grandes e inesquecíveis poetas. Seja bem-vindo!
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Amanhecer
Amanhece!
A lua,
crescente e bela,
ainda sorri.
Simplesmente como eu
quando lembro do seu olhar.
A lua apaixonada,
e eu enamorada!
(LR)
A lua,
crescente e bela,
ainda sorri.
Simplesmente como eu
quando lembro do seu olhar.
A lua apaixonada,
e eu enamorada!
(LR)
Por que?
Sinto sua presença
que aquece meu coração!
Escrever tornou-se um ato indispensável
assim como necessário para sentir a vida...
Você transformou-se se conexão
com o mundo
Conexão que provoca sútil
estado de ciúmes!
Como aceitar seu sorriso
sem que seja para mim?
Preciso do seu amor,
mas não tenho esse direito.
(LR)
que aquece meu coração!
Escrever tornou-se um ato indispensável
assim como necessário para sentir a vida...
Você transformou-se se conexão
com o mundo
Conexão que provoca sútil
estado de ciúmes!
Como aceitar seu sorriso
sem que seja para mim?
Preciso do seu amor,
mas não tenho esse direito.
(LR)
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Ausência (Carlos Drummond de Andrade)
Ausência
Carlos Drummond de Andrade
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz
Não te quero
ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho desta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho desta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado
Eu deixarei…
tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado
Eu ficarei só
como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
domingo, 24 de novembro de 2013
12 Sinais de que você está amando
12 SINAIS DE QUE
VOCÊ ESTÁ AMANDO
Doze: Você anda realmente devagar quando está com ele.
Onze: Você fica tímida sempre que ele está por perto
Dez: Você sorri quando escuta a voz dele
Nove: Quando você olha para ele, não vê as outras pessoas que estão em volta, só ele.
Sete: Ele é tudo em que você pensa.
Seis: Você percebe que está sempre sorrindo quando está olhando para ele.
Cinco: Você faria qualquer coisa só para encontrar com ele
Quatro: Enquanto lia isso, tinha uma única pessoa na sua mente.
Três: Você simplesmente sorriu pois é verdade.
Dois: Você estava tão ocupada pensando nele que nem percebeu que o número oito está faltando.
Um: Você subiu até onde deveria estar o oito e agora está silenciosamente rindo de si mesmo.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Libertação (Edemir Fernandes Bagon)
Clara escondeu a alegria quando soube da morte de seu marido. Seu pensamento: livre. Estava livre e a primeira coisa a fazer seria: cortar os cabelos. A segunda, convidar a melhor amiga e ir ao parque. Terceira: não sabia o que fazer. Mas era bom sentir-se viva. Era como no dia em que fora à escola pela primeira vez. Descobrir as letras, as sílabas, as palavras... os números.
20, 40, 54 anos... viu e não viu o que se passou. E o que se passou? Nem mais se questionaria, não o era necessário. Tinha em mão apenas a necessidade de ser livre e isto o que lhe importava. Calara-se para o mundo durante a vida e agora não queria falar. Seu silêncio não era silêncio. Era linguagem, era milagre. Era a vida contida e descontínua pelo desamor do sonho. O sonho... Imenso corpo desenhado no mundo.
Seu corpo desenhado no céu se fortalecera tanto que não se reconhecia mais a esposa, a viúva, a que recebia os pêsames sem pesar. Jamais imaginou que faria com gosto o aperto de mão ou o abraço de amigos do outro que vieram velar. Lembrava-se disso com repugnância, não obstante sentira-se mulher.
E isso lhe era algo novo. Sentira-se mulher. Desde menina desejava saber o sentido daquela palavra. Fora antes filha - mãe - companheira - esposa. O que seria de agora em diante? Rasgava-se em risos. Gritava o nome santo de femina. Era ela independente e soberana. Era ela amor. Viu seu ser na expressão máxima do amor, viu seu ser na expressão máxima do ser livre.
Livrara-se do amor do desejo da carne. Guardara-se no coração. Encontrara a vida. Viu no passado toda tristeza do pai que se deitara a seu lado com seu corpo imundo. Ouviu no passado toda palavra suja do marido. Viveu no passado todo castigo torpe. Engoliu o cuspe do homem imundo e desejou a morte por quase a vida inteira.
Clara não era mais Clara. Naquela tarde, porém, depois da chuva, caminhou com alegria pelo meio-fio da rua e seguiu até onde se via a nascente do arco-íris. Estendera os braços e brincou de balanço no tempo presente com todos os sonhos de infância no sorriso.
Perdoara-se e, com a própria vida, soprou em si o princípio de sua história: todas as letras, todas as sílabas, todas as palavras e todos os números lidos agora de outra forma.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Amo-te com os olhos
Olho-te através de fotos,
pois já não consigo olhar-te nos
olhos.
Os olhos são espelhos d´alma,
E a minha está enamorada.
Se nossos olhares se cruzarem,
Saberás tão certa e
transparentemente... meu amor por você,
que sem saber entrou em meu coração,
trancou a porta e jogou a chave
fora!
Ah, meu Deus peço-te agora,
Ilumina esse coração despedaçado,
E só deixe que este amor parta,
Sem partir meu coração!
(LR)
(LR)
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Sonhos
Sonho com um conceito de felicidade que
não sei se existe.
Sonho com um olhar que caminha na mesma
direção que o meu...
Sonho em ser a inspiração para uma vida...
Sonho não com a perfeição, mas com a
realização de momentos vividos...
Sonho com um cantinho não singular, e sim
plural, onde o nós esteja presente em pequenos detalhes...
Sonho com o retorno para casa após
alimentar a alma de conhecimentos e prazer...
Sonho com uma velhice prazerosa, cercada
de amor e de histórias pra contar...
Sonho em ser, estar e viver o momento como
se não houvesse o amanhã...
Sonho em acordar e não ter planos para
daqui a pouco...
Sonho apenas viver e não ter a vergonha de
ser feliz...
Sonho,
Sonho,
Apenas Sonhos...
(LR)
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Amor
Odeio-me
por te querer tanto.
Odeio-me
por achar que eu seria especial para você.
Odeio-me
por acreditar que eu seria totalmente especial para alguém.
Odeio-me
por ser essa estúpida romântica em acreditar que apesar de tudo, o amor existe
entre o homem e a mulher.
Odeio-me
por sofrer por alguém que sabe como seduzir com o olhar e com as palavras.
Odeio-me
por lembrar de seus olhos e chorar.
Odeio-me
por acreditar que poderíamos ser diferentes.
Odeio-me
por esperar por você.
(LR)
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