terça-feira, 23 de setembro de 2014

Dálias (Edemir Fernandes Bagon)

Peles que se encontram num quarto escuro
Doce toque de Eva no corpo de Adão

Quarenta dias de chuva sobre as ruas
Dálias perdidas por entre as praças

Tempo de invenção do mundo

Portões de ferro abertos
Terra que silencia versos deixados

Íntimos caminhos sonoros

Medo no tempo vivido desenhado em paredes
Ruas de pedras e pinheiro

Encontra-me seus olhos por onde vou
Seja minha vida o tempo inteiro




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Felicidade

E assim,
tão simplesmente...
sem caber de tanta felicidade
pude observar as luzes da cidade e compará-las ao brilho dos seus olhos,
aqueles mesmos que não canso de admirar
e ainda,
selar o momento com o doce sabor de seus lábios
macios
quentes
e
inexplicavelmente com gosto de felicidade sem fim

(LR)